Além de Flávio Bolsonaro: veja outros bolsonaristas que deixaram o país
Veja bolsonaristas que deixaram o país O senador Flávio Boolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa pela Presidência da República, deixou o Brasil e pousou em Miam...
Veja bolsonaristas que deixaram o país
O senador Flávio Boolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa pela Presidência da República, deixou o Brasil e pousou em Miami nesta quarta-feira (28).
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Em uma operação secreta, o senador, que descumpriu ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes, viajou aos EUA após entrar por terra na Argentina, embarcar em um avião particular, contornar o espaço aéreo brasileiro e fazer escala no Equador, de acordo com as fontes.
Essa não é a primeira vez que um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro foge do país em meio a investigações ou condenações.
➡️Flávio é alvo de investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Os casos envolvem suspeitas de irregularidades no financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado de "Dark Horse", e de lavagem de dinheiro em negócios relacionados a casas de apostas cujo dono é Willer Tomaz, advogado e amigo de Flávio.
Relembre casos em que bolsonaristas deixaram o Brasil:
Silvinei Vasques
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi preso em dezembro de 2025, no Paraguai, quando tentava embarcar em um voo com destino a El Salvador utilizando documentos falsos.
Silvinei havia sido condenado a 24 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado.
Ele foi detido no aeroporto de Assunção, capital paraguaia, após deixar o Brasil e romper a tornozeleira eletrônica que utilizava por determinação judicial.
Depois da prisão, foi entregue às autoridades brasileiras e transferido para Brasília. Atualmente, cumpre pena na Papudinha, unidade localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
Alexandre Ramagem
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que também comandou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, deixou o Brasil clandestinamente em setembro de 2025.
Segundo a PF, Ramagem atravessou a fronteira de Roraima com a Guiana e, de lá, embarcou para os Estados Unidos utilizando um passaporte diplomático.
Ele foi condenado pelo STF a 16 anos e um mês de prisão por participação na trama golpista. O ex-deputado estava proibido de deixar o Brasil por determinação judicial.
Em abril de 2026, Ramagem chegou a ser detido por agentes do serviço de imigração dos Estados Unidos, em Orlando, na Flórida, mas foi liberado dois dias depois.
Ele permanece nos Estados Unidos e é alvo de um pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro.
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Carla Zambelli
A ex-deputada federal Carla Zambelli deixou o Brasil em maio de 2025 e seguiu para a Itália, após condenações judiciais.
Zambelli foi condenada em dois processos: um por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal e outro pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O primeiro caso ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando a então deputada perseguiu um homem negro, apoiador do presidente Lula (PT), com uma arma em punho pelas ruas de São Paulo.
Após sair do Brasil, Zambelli passou pelos Estados Unidos e seguiu para a Itália, onde foi presa em julho de 2025. A ex-deputada foi libertada em maio de 2026, após uma decisão da Justiça italiana que negou um dos pedidos de extradição apresentados pelo Brasil..
A Justiça italiana deverá reavaliar o pedido de extradição apresentado contra a ex-deputada.
Eduardo Bolsonaro
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e irmão de Flávio Bolsonaro (PL), deixou o Brasil no início de 2025. Desde então, permanece nos Estados Unidos.
Em junho de 2026, ele foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.
Segundo o Supremo, Eduardo atuou para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir no julgamento da ação penal sobre a trama golpista, na qual seu pai foi condenado.
Em outubro deste ano, o ministro Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento da pena e a expedição de um mandado de prisão contra Eduardo.
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Reprodução/GloboNews